Justiça

Ex-procurador pede ao STF depoimentos de Janot e colegas

Miller nega jogo duplo e diz que teve diálogos esporádicos com o escritório
Luiz Orlando Carneiro
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Apontado como responsável por fazer jogo duplo na delação da J&F, o ex-procurador Marcelo Miller pediu nesta terça-feira (12/9) ao Supremo Tribunal Federal o depoimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e de integrantes do grupo da Lava Jato. O objetivo do advogado é que os ex-colegas esclareçam se, em algum momento, ele requereu que intercedessem de qualquer forma em favor da empresa J&F. (leia  a íntegra do pedido)

No documento, a defesa de Miller afirma que não comentou crimes e nega que tenha atuado para favorecer a JBS. “A lisura na atuação do requerente no que diz respeito aos acordos envolvendo a empresa J&F foi atestada diversas vezes pelo próprio Ministério Público Federal, de modo que os crimes que ora se lhe imputam não encontram nenhum respaldo na lei e nas provas até então trazidas aos autos, que demonstram, quando muito que o requerente manteve diálogos esporádicos com o escritório de advocacia enquanto preparava sua saída do MP, o que não configura delito de qualquer espécie”, escreveu.

Os advogados classificaram o pedido de prisão de Miller por Janot de açodado, uma vez que foi apresentado ao STF enquanto ele ainda prestava depoimento no procedimento de revisão da delação da JBS.

Em depoimento, Joesley Batista  afirmou que a partir de março teve encontros com Miller na sede da JBS e que ele se apresentada como ex-procurador. Segundo o empresário, Miller  fez esclarecimentos sobre procedimentos para colaboração premiada; como se faz, o procedimento, se funciona ou não. “Dava orientações abstratas sobre colaboração e crimes, tendo servido para entender o processo de colaboração premiada”.

Luiz Orlando Carneiro - De Brasília

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