Advocacia

Escritórios ajustaram práticas para enfrentar crise

Para Lobo & de Rizzo, mercado de advocacia foi bem-sucedido neste movimento
Alexandre Siciliano Borges, sócio-gestor da área tributária do Lobo & de Rizzo Advogados Divulgação
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Na visão de Alexandre Siciliano Borges, sócio-gestor da área tributária do Lobo & de Rizzo Advogados, o mercado da advocacia se saiu bem ao longo do ano passado porque se preparou para atendimentos mais comuns em períodos de crise.

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“O mercado de advocacia foi bem–sucedido ao se preparar para a crise, ajustando suas práticas para atender também casos decorrentes desse cenário, como reestruturação de dívida, desinvestimentos, compliance, recuperações judiciais e arbitragens. Esse movimento bem–sucedido de adaptação denota um mercado atento aos nossos tempos, bem como capacitado para atender as novas demandas de seus clientes.”, explicou.

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Para ele, com esse movimento, a advocacia vem se caracterizando como um “um importante elemento, uma plataforma segura e facilitadora para um ambiente de negócios ativo e amadurecido”.

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Mais um desejo do que uma aposta, os advogados do escritório esperam que 2017 seja “o ano da reforma fiscal, da reforma trabalhista e da reforma política”.

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Leia a íntegra da avaliação sobre o ano de 2016 e as perspectivas para 2017:

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2016?
Em 2016, continuamos a experimentar o crescimento das áreas que se destacaram em 2015, especialmente contencioso cível, regulatório, reestruturação de dívida e tributário. Com o passar dos meses, sentimos a aceleração do mercado de M&A, o que acabou por se refletir na boa atuação da área no final do ano. A atuação em financeiro e captações foi sensivelmente incrementada com a chegada de Milton Pinatti, nosso novo sócio.

Quais áreas tiveram retração em 2016?
A retração que sentimos em 2015, nas áreas de mercado de capitais e imobiliário, fez com que ajustássemos nossas expectativas para 2016 para não ter surpresas. O desempenho foi satisfatório de modo geral, mesmo em áreas que sofreram com a saída de integrantes e que passaram por uma reestruturação interna, como nossa área trabalhista.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
Não tivemos surpresas negativas, mas fomos positivamente surpreendidos pela grande movimentação em M&A. Esperávamos uma recuperação, mas não tão rápida e nem tão acentuada.

Quais as grandes vitórias da banca em 2016? E quais as derrotas mais sentidas?
Antes de 2016, nos preparamos para um ano mais difícil do que na verdade aconteceu. No decorrer do ano, tivemos transações expressivas na área de M&A, como por exemplo a aquisição da Vale Fertilizantes pela Mosaic, e recebemos dois excelentes novos sócios em contratações laterais, o que aumentou nossa participação no mercado no Rio de Janeiro e em São Paulo, na área financeira e de infraestrutura.

Qual a maior frustração de 2016?
Apesar do recrudescimento da crise econômica e dos nunca imaginados eventos que testemunhamos na política brasileira, o que, por certo, nos frustra, continuamos a exercer a advocacia com ética e sucesso. As frustrações continuam extramuros.

O que esperavam que aconteceria este ano que na prática não se concretizou?
Esperávamos que, ao longo do ano, houvesse uma inflexão positiva na resolução das crises econômica e política, o que permitiria a retomada do crescimento econômico. Infelizmente, isso não aconteceu em 2016 e aparentemente não acontecerá em 2017.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2017?
Esperamos continuar a experimentar o crescimento em tributário, contencioso e M&A.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia para 2017 em um contexto de tanta instabilidade política e econômica?
O mercado de advocacia foi bem–sucedido ao se preparar para a crise, ajustando suas práticas para atender também casos decorrentes desse cenário, como reestruturação de dívida, desinvestimentos, compliance, recuperações judiciais e arbitragens. Esse movimento bem–sucedido de adaptação denota um mercado atento aos nossos tempos, bem como capacitado para atender as novas demandas de seus clientes. Entendemos que a advocacia será cada vez mais percebida como um importante elemento, uma plataforma segura e facilitadora para um ambiente de negócios ativo e amadurecido.

A atuação da Justiça em relação a empresas, como visto na Lava Jato e na Zelotes, abre espaço para um trabalho diferenciado de advogado?
Sim, a Lava Jato e a Zelotes indicam aos mercados que não existem mais atalhos e que advogados parceiros de seus clientes são aqueles que exercem a sua função com responsabilidade e que buscam as soluções em atenção aos princípios que norteiam a advocacia. Deve diminuir consideravelmente o espaço para aqueles que atuam em outras bases. A Lava Jato e a Zelotes vão valorizar a advocacia exercida de forma digna e correta e indicar ao mercado que só há uma regra no jogo e que todos devem jogar sob essa regra.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2017?
A percepção positiva do Judiciário tem aumentado muito, sobretudo pelo público em geral, que acompanha os desdobramentos da crise política de perto. Esperamos agora que o Judiciário seja cada vez mais ágil em resolver, com imparcialidade e técnica apuradas, os problemas levados até ele, dos mais complexos aos mais simples, e que isso ocorra de forma cada vez mais uniforme pelas diversas jurisdições, sobretudo as estaduais.

Se 2016 foi o ano da lei anticorrupção, que lei será o destaque no ano que vem?
Muito mais um desejo do que uma aposta, esperamos que seja o ano da reforma fiscal, da reforma trabalhista e da reforma política.

Raio-x do escritório
Crescimento: 20% aproximadamente
Número de sócios: 18
Número de advogados: 126

Luís Viviani - São Paulo

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