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Em 2017 mais bancas se cindirão de grandes escritórios

Avaliação é do BGR Advogados, para quem haverá consequentemente aumento da concorrência

Luis Viviani
17/01/2017|14:07

Para os sócios-fundadores do BGR Advogados Eduardo Benetti, Fabio da Rocha Gentile e Leonardo Ruivo, o ano de 2016 transcorreu conforme o previsto no planejamento estratégico do escritório. Entretanto, acreditavam que com a mudança de governo, a retomada econômica seria mais rápida, o que não se concretizou.

As apostas para 2017 são no crescimento das áreas contenciosas, “especialmente ações de cobrança e execução de créditos, aumento do número de falências e pedidos de recuperação judicial, bem como retomada do crescimento das áreas consultivas a partir do segundo semestre”.

Além disso, para eles as perspectivas são de crescimento da demanda por serviços jurídicos, com pressão por custos e honorários advocatícios mais competitivos e aumento da concorrência entre escritórios, “especialmente por demanda dos clientes, e crescimento no número de bancas de advogados criadas a partir da dissidência de bancas maiores”.

Sobre o Judiciário, os advogados acreditam que vivemos hoje o reflexo de uma democracia em evolução.

“A sociedade brasileira como um todo está intolerante ao partidarismo, aos interesses não genuínos, à ausência de produtividade e resultados. Portanto, há espaço para trabalho diferenciado na área jurídica”, apontam.

Leia a íntegra da avaliação dos sócios sobre o ano de 2016 e as perspectivas para 2017:

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2016?
O ano de 2016 registrou para o BGR um crescimento de 25% em sua carteira de serviços, destacando-se as áreas de contencioso que dobraram sua demanda em antifraude, cível e trabalhista. A partir de novembro houve particular procura pela área de M&A, quadruplicando nossa demanda histórica.

Quais áreas tiveram retração em 2016?
O BGR não teve retração em seu faturamento ou carteira de clientes, apresentando 25% de crescimento no ano. A área mais sensível à retração de mercado foi a consultiva, área que não reduziu seu faturamento, mas permaneceu em linha com o ano anterior.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
Já em 2015, antecipando o período árduo da economia ao longo do ano seguinte, reavaliamos nossa estratégia e pilares de atuação corporativa, investindo recursos em segmentos específicos, nos adaptando à realidade que se anunciava. Em 2016, ampliamos a frente de relacionamento com o mercado e reafirmamos nossa cultura de geração de resultados para o cliente. O resultado deste esforço rendeu crescimento para o escritório em 2016 e aumento da nossa base de clientes.

Quais as grandes vitórias da banca em 2016? E quais as derrotas mais sentidas?
O BGR contou com importantes vitórias judiciais durante o ano de 2016. Foram decisões judiciais que desconsideraram personalidade jurídica de empresas, por meio do reconhecimento de fraudes a credores e fraudes a execução. Outra conquista foram as decisões judiciais no campo societário no qual foram reconhecidos atos de abuso de poder de controle e manobras societárias para prejudicar acionistas minoritários que o BGR representa em demandas envolvendo disputas societárias. Destaca-se também a aquisição de sete (7) novos clientes de expressão, três dos quais internacionais.

O que esperavam que aconteceria este ano que na prática não se concretizou?
De uma maneira geral, o ano de 2016 transcorreu dentro de nosso planejamento estratégico e comemoramos resultados positivos. Contudo, acreditávamos que com a mudança de governo a retomada econômica fosse mais rápida, o que traria mais movimentação à economia e sociedade como um todo.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2017?
Apostamos fortemente num crescimento das áreas contenciosas, especialmente ações de cobrança e execução de créditos, aumento do número de falências e pedidos de recuperação judicial, bem como retomada do crescimento das áreas consultivas a partir do segundo semestre de 2017.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia para 2017 em um contexto de tanta instabilidade política e econômica?
As perspectivas são de crescimento da demanda por serviços jurídicos, com pressão por custos e honorários advocatícios mais competitivos, aumento da concorrência entre escritórios, especialmente por demanda dos clientes, e crescimento no número de bancas de advogados criadas a partir da dissidência de bancas maiores.

A atuação da Justiça em relação a empresas, como visto na Lava Jato e na Zelotes, abre espaço para um trabalho diferenciado de advogado?
O que vivemos hoje é o reflexo de uma democracia em evolução.  A sociedade brasileira como um todo está intolerante ao partidarismo, aos interesses não genuínos, à ausência de produtividade e resultados. Portanto, há espaço para trabalho diferenciado na área jurídica. No nosso caso, só reforça os pilares de atuação da BGR, com trabalho obstinado e geração de resultados para nossos clientes, melhorando suas operações e cultivando relacionamentos duradouros.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2017?
Cremos fortemente que o Judiciário irá se fortalecer em 2017, especialmente diante de excelentes trabalhos desenvolvidos por alguns servidores públicos. Não restringimos este comentário ao campo penal. Na esfera cível temos observado uma melhora na qualidade das decisões e sua fundamentação. Ou seja, cada vez mais os juízes estão buscando fundamentos sólidos para a tomada de suas decisões, utilizando novas técnicas e conceitos, o que é benéfico para os que praticam uma advocacia séria e com profundidade.

Se 2016 foi o ano da lei anticorrupção, que lei será o destaque no ano que vem?
A Lei da Recuperação Judicial e as legislações trabalhista e previdenciária.

Raio-x do escritório
Crescimento: 25% de crescimento em faturamento em relação à 2015
Número de Sócios: 3
Número de Advogados: 32logo-jota

Tags
Balanço dos escritórios 2016
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