Advocacia

Direito Eleitoral e PPPs são apostas do Braga Nascimento

Ainda assim, para escritório, crise política e econômica serão um “fantasma” neste ano
Everton Gabriel Monezzi, sócio-diretor do Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados Divulgação
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Segundo Everton Gabriel Monezzi, sócio-diretor do Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados, a demanda por Parcerias Público-Privadas (PPPs) se intensificará no país em 2017, com os novos prefeitos assumindo seus cargos. A área de direito eleitoral também é uma aposta da banca.

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“Além disso, acreditamos na manutenção e na ampliação de outros departamentos, como os de relações de consumo, de recuperação de valores, de reestruturação de empresas, de direito trabalhista e de direito tributário”, acrescentou Monezzi.

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Para Monezzi, os cenários de crise política e econômica ainda serão um “fantasma” neste ano, mas o profissional acredita que existem diversas possibilidades a serem exploradas.

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Leia a íntegra da avaliação dos advogados sobre o ano de 2016 e as perspectivas para 2017:

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2016?
As áreas de relações de consumo, tributária, trabalhista, societária, China Desk e de reestruturação e recuperação de empresas foram as que mais cresceram e que obtiveram os melhores resultados financeiros para o escritório.

Quais áreas tiveram retração em 2016?
Nenhuma área sofreu retração que mereça destaque.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
Os avanços eram esperados, mas, talvez, não no ritmo que tiveram. A crise era um “fantasma” no começo do ano e, por isso, não esperávamos que os crescimentos fossem em tantas áreas e de forma tão expressiva.

Quais as grandes vitórias da banca em 2016? E quais as derrotas mais sentidas?
As grandes vitórias foram as manutenções de grandes clientes em nossa carteira e, claro, a expansão para novos clientes. Algumas parcerias de sucesso também podem ser consideradas grandes vitórias para o escritório. A derrota mais sentida, talvez, seja a grave crise política que enfrentamos no ano passado. Temos certeza que nenhum brasileiro saiu satisfeito da referida crise, a qual, em parte, se arrasta até esse ano.

Qual a maior frustração de 2016?
A maior frustração, talvez, tenha sido, em consequência da crise acima referida, uma divisão do País em dois blocos distintos rivais, o que não foi e não é bom para o Brasil.

O que esperavam que aconteceria este ano que na prática não se concretizou?
Algumas reformas, como a tributária, que são urgentes para o país.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2017?
O escritório tem apostado nas duas recém-criadas áreas, as de Direito Eleitoral e de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pois entendemos que, com novos prefeitos assumindo, a demanda por PPPs se intensificará no país.

Além disso, acreditamos na manutenção e na ampliação de outros departamentos, como os de relações de consumo, de recuperação de valores, de reestruturação de empresas, de direito trabalhista e de direito tributário.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia para 2017 em um contexto de tanta instabilidade política e econômica?
Os cenários de crise política e econômica ainda serão um “fantasma” neste ano, mas o escritório acredita que existem diversas possibilidades a serem exploradas e que vão gerar uma esperança de crescimento e de um bom ano para o mercado da advocacia em 2017. No nosso caso, essa expectativa faz com que o nosso planejamento trabalhe para atingir um crescimento real de 50% em relação ao mesmo período de 2016.

A atuação da Justiça em relação a empresas, como visto na Lava Jato e na Zelotes, abre espaço para um trabalho diferenciado de advogado?
Sem dúvida. Isso já era um entendimento do escritório e, agora, se fortalece ainda mais. Os advogados têm que entender “intimamente” seus clientes. Ser um parceiro, estar junto, opinar antes de decisões importantes, discutir a melhor estratégia, etc.

Qual as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2017?
As perspectivas quanto ao Poder Judiciário para o ano de 2017 são as de que, comandados pela nova presidente do STF ministra Carmen Lúcia, todos os seus membros possam ser mais ágeis, justos e apolíticos em suas decisões. Que mantenham e justifiquem essa independência de Poder e ajudem o País a superar essa gigantesca crise que vivemos desde o ano passado.

Se 2016 foi o ano da lei anticorrupção, que lei será o destaque deste ano?
A reforma da Previdência, se sair, com certeza será a de maior destaque. Também podemos destacar outras que são necessárias, como as reformas tributária e trabalhista.

Raio-x do escritório
Crescimento: 35%
Número de Sócios: 13
Número de Advogados: 100

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Luís Viviani - São Paulo

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