Advocacia

Demarest aposta em crescimento de M&A e tributário

Segundo o sócio Paulo Rocha, lei anticorrupção vai continuar a ter destaque em 2017
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Segundo o sócio Paulo Rocha, do escritório Demarest, as áreas de contencioso/arbitragem, M&A e compliance foram as que mais cresceram em 2016.

Para 2017, ele espera um crescimento nas áreas de M&A e tributário, além de um avanço maior na área de infraestrutura.

“É um setor que precisa crescer, se fortalecer no Brasil. Há inúmeras oportunidades de negócios que poderiam ter sido concretizadas”, diz.

Além disso, de acordo com Rocha, as investigações da Lava Jato e de operações derivadas devem avançar “possivelmente inaugurando novas fases investigatórias em outras empresas públicas”.

“Certamente a lei anticorrupção vai continuar a ter seu papel de destaque. Mas devemos olhar para as leis trabalhistas e a reforma da previdência que devem ocupar um espaço importante se de fato todas as reformas que estamos aguardando começaram a sair do papel”, apontou.

Leia as respostas sobre o balanço de 2016:

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2016?
A maior parte de nossas áreas de prática registraram um crescimento em 2016.  Em particular, podemos destacar o crescimento das áreas de contencioso/arbitragem, M&A e compliance.

Quais áreas tiveram retração em 2016?
A maioria das áreas teve um bom desempenho, felizmente não tivemos problemas. Mas 2016 foi um ano de muito pouca atividade no mercado de equity (emissão de ações). Esse setor, sem dúvida, sentiu mais os efeitos do cenário atípico deste ano.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
Ambos os movimentos eram esperados, não nos surpreendeu o recuo, considerando o momento da economia. Já estávamos trabalhando com esse cenário. Mas ficamos muito satisfeitos pelo fato de as demais áreas do escritório seguirem sem maiores solavancos e cumprindo as metas de crescimento.

Quais as grandes vitórias da banca em 2016? E quais as derrotas mais sentidas?
Todos os anos celebramos muitas vitórias e conquistas de nossos clientes, seja em contenciosos ou na área transacional, que contam com nosso apoio.  Logicamente, também há casos em que as operações não são concluídas. Algumas dessas não se concluíram exatamente pelo que dissemos antes: um cenário adverso diante da crise econômica e política.

Em respeito à nossa política de confidencialidade, nos resguardamos de comentar casos em detalhes. Mas como operações importantes, de 2016 podemos destacar que assessoramos a Dover Corporation em duas transações no valor de US$ 940 milhões, a Ball na venda de ativos para Ardagh, como parte da compra global da Rexam Ball por um valor de US$ 3,5 bilhões e a Vinci na compra da Lamsac e PEx pertencentes a Invepar, uma transação de US$ 1,6 bilhões.

Qual a maior frustração de 2016?
Como todos os brasileiros, torcíamos para que a crise econômica e política fosse revertida mais rapidamente. Havia, como sempre, muito interesse de estrangeiros no Brasil, internamente sempre houve um apetite por crescimento em setores estratégicos, mas boa parte dos planos acabou ficando na gaveta em decorrência da crise. Mas olhamos 2017 com otimismo.

O que esperavam que aconteceria este ano que na prática não se concretizou?
Um avanço maior na área de infraestrutura. É um setor que precisa crescer, se fortalecer no Brasil. Há inúmeras oportunidades de negócios que poderiam ter sido concretizadas. Alguns negócios foram realizados, mas poderia ter sido um setor de destaque.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2017?
Trabalhamos com planos estratégicos de 5 anos.  Nosso plano em curso aposta especialmente no crescimento das áreas de M&A e tributário.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia para 2017 em um contexto de tanta instabilidade política e econômica?
Por atenderem todas as áreas do direito empresarial, escritórios full service sentem menos a instabilidade. Quando uma área se retrai, outra inevitavelmente tem mais trabalho. Clientes continuarão a demandar trabalho de alta qualidade e criatividade nas soluções, e nos preparamos para atender a essas demandas. Além disso vamos colocar uma dose cautelosa de otimismo. Acreditamos que os negócios em geral devem acontecer mais em 2017.

A atuação da Justiça em relação a companhias, como visto na Lava Jato e na Zelotes, abre espaço para um trabalho diferenciado de advogado?
Sim. Estes processos têm cada vez mais mostrado às empresas a necessidade de estabelecer programas de compliance eficazes. E o Demarest tem o know how para atender essa demanda com uma equipe altamente qualificada. Que aliás, já trabalhou bastante neste sentindo ao longo de 2016.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2017?
Como em 2016, o Judiciário deve continuar a ter um papel importante no fortalecimento das instituições brasileiras.

Se 2016 foi o ano da lei anticorrupção, que lei será o destaque no ano que vem?
É muito difícil prever, mas 2017 deve dar continuidade a investigações que foram iniciadas com a Lava Jato, possivelmente inaugurando novas fases investigatórias em outras empresas públicas. Certamente a Lei Anticorrupção vai continuar a ter seu papel de destaque. Mas devemos olhar para as leis trabalhistas e a reforma da previdência que devem ocupar um espaço importante se de fato todas as reformas que estamos aguardando começaram a sair do papel.

Raio-x do escritório
Crescimento: dois dígitos anuais
Número de Sócios: 62
Número de Advogados: 220

Luís Viviani - São Paulo

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