Justiça

Em meio à recessão, pedidos de refúgio ficam estagnados em 2015 no Brasil

Pedidos sobem 1% no ano passado, ante pico de 338%
"Brasilia PalaciodaJustica1" por marcelometal - Flickr.
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Enquanto a Europa discute como atender um número cada vez maior de refugiados da guerra na Síria, a recessão econômica e a crise política abateram o interesse de procurar o Brasil como refúgio.

Segundo dados do Ministério da Justiça, houve 28.870 pedidos de refúgio no Brasil no ano passado, um crescimento de 1% em relação a 2014. Trata-se da menor taxa de crescimento em todo o governo Dilma Rousseff. A título de comparação, em 2014 o aumento foi de 61%. Em 2013, quando houve o maior aumento desde a chegada de Dilma ao Palácio do Planalto, o crescimento foi de 338% sobre 2012.

As informações constam do relatório sobre refúgio no Brasil, compilados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Segundo o relatório, em cinco anos, houve aumento de 2.868% no número aumento de solicitações de refúgio no Brasil;

No ano passado, a maioria das 28.670 solicitações de refúgio foi feita de homens. Haitianos, senegaleses, sírios, bengaleses e nigerianos são 5 maiores nacionalidades de solicitantes de refúgio.

Entre abril de 2015 e abril de 2016, foram julgados 2426 processos pelo Conare. De acordo com o ministério, o programa de Vistos humanitários para haitianos, criado em 2012, ajudou a adequar fluxo com desestímulo da rota terrestre e estímulo à rota segura;

Até abril de 2016, 2.298 sírios tiveram refúgio reconhecido. A Cédula de Identidade de Estrangeiro (CIE) teve validade ampliada de 2 para 5 anos.

Ao todo, país conta com quase 9 mil refugiados de 79 nacionalidades.

Mariana Muniz - Brasília

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