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Leia a íntegra da segunda denúncia contra Fernando Pimentel na Operação Acrônimo

Governador foi denunciado em conjunto com o empresário Marcelo Odebrecht
Redação JOTA
2502-2016- Coletiva de Imprensa - Contingenciamento do Orçamento do Governo de Minas Gerais
Acompanham:Secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães
Secretário da Fazenda, José Afonso Bicalho
Foto:Veronica Manevy/Imprensa MG
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A Procuradoria-Geral da República ofereceu ao Superior Tribunal de Justiça  uma segunda denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), na Operação Acrônimo.

A nova acusação, que também envolve o empresário Marcelo Odebrecht trata de um esquema envolvendo financiamentos irregulares no  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Pimentel é acusado de corrupção passiva. Odebrecht de corrupção ativa.

Ao longo das investigações, a PF e o MPF mapearam reuniões de Pimentel, assessores e Marcelo Odebrecht e ainda identificaram  troca de mensagens de celular que indicam tratativas de propina.

O esquema envolveria a atuação do então ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio para que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada à pasta e que era comandada por Pimentel aprovasse operações do banco com a empreiteira.

A PF aponta que foram pelo menos quatro entregas de dinheiro vivo, até em um hotel de São Paulo, quando teriam sido feitos repasses de R$ 500 mil. Para o pagamento da propina entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014, eram usadas senhas como algodão, escada, manga e manteiga.

Os dois processos de interesse da  Odebrecht tramitavam no Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, ligado à Câmara de Comércio Exterior.  Um dos processos acompanhados pela Odebrecht tratava do Projeto de Soterramento da Linha Ferroviária de Sarmiento, localizada em Buenos Aires, na Argentina, por meio do qual a Odebrecht pretendia obter o Seguro de Crédito à Exportação ao financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de aproximadamente US$ 1,5 bilhão.

O outro processo tinha por objeto a garantia do Seguro de Crédito à Exportação, ao amparo do Fundo de Garantia à Exportação e Equalização de Taxas de Juros do Proex, para exportação de bens e serviços destinados à execução do corredor interurbano de transporte público da cidade de Maputo, em Moçambique, contratado junto à Odebrecht por US$ 180 milhões.

O governador de Minas já foi denunciado ma operação por conta de suposto favorecimento e pagamento de propina  de uma montadora. O STJ decidiu que o recebimento da denúncia pelo tribunal depende de aval da assembleia legislativa de Minas.

Pimentel nega ligação com os esquemas de corrupção investigados pela Acrônimo.

 

Leia a íntegra da denúncia de Fernando Pimentel na APN 843 (1)

Redação JOTA - De Brasília

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