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Os craques do STF

Um exercício inspirado em Robert Cover
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José Rodrigo Rodriguez
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Pixabay
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Robert Cover é certamente o menos conhecido dentre os maiores teóricos do direito contemporâneos. Por ter morrido muito cedo, sua obra não teve a projeção que merece, especialmente fora dos Estados Unidos. Seus artigos mais conhecidos, “Nomos e Narrativa” e “Direto e Violência”, formam o esboço de uma teoria do direito pluralista e anti-hermenêutica. Seus textos ainda estão por serem recepcionados pelos estudiosos brasileiros.

Mas além de grande escritor e militante de direitos humanos, Cover tem a fama de ter sido um grande professor, dotado de muito senso de humor. Foi publicado em sua única coletânea de ensaios um exercício elaborado por ele que relacionava os juízes da Suprema Corte americana com jogadores de beisebol daquela época. Foi inspirado neste exercício divertidíssimo que elaborei a atividade abaixo, que ofereço aos leitores do JOTA para o seu divertimento.

Relacione um craque do futebol brasileiro a um Ministro ou Ministra do STF, de acordo com as descrições abaixo.

OPÇÕES DE MINISTRAS/OS: Celso de Mello, Rosa Weber, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Luiz Fux, Teori Zavascki, Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski.

OPÇÕES DE CRAQUES: Denilson, Dunga, William, Oscar, Cafu, Mineiro, Luiz Fabiano, Danilo, David Luiz, Neymar, Branco.

1) Estratégico, tático, calmo, armador, excelente visão de jogo e posse de bola, sobe ao ataque às vezes e com efetividade.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

2) Craque, jovem, impetuoso, algumas atuações brilhantes, algumas vitórias muito importantes, mas ainda falta alguma coisa para se consagrar.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

3) Jovem, impaciente, muita vontade de fazer a diferença e ser protagonista, ainda sem nenhuma vitória importante.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

4) Agressivo, marcador, bem relacionado com dirigentes, teve muito sucesso nos anos 90, mas faz tempo que não produz novidades. 

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

5) Jovem, craque, entrada um pouco sofrida na seleção, grande promessa, ainda um pouco inexperiente para fazer a diferença em jogos decisivos.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

6) Bom jogador, muitas vezes passa despercebido, mas atua de forma decisiva em momentos chave, passando a bola ou abrindo espaço para o time. 

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

7) Bom jogador, bom companheiro para parceiros variados, sem protagonismo em campo, mas sabe jogar com o time.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

8) Veterano, estilo de jogo clássico, preciso, técnico, sem grande poder de decisão, mas brilhou algumas vezes em lances individuais.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

9) Bom jogador, autor de jogadas geniais e de lances estranhos, um pouco inconstante, intervém em todos lances, às vezes atrapalhando o time.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

10) Um bom jogador, valoriza muito seu próprio jogo, muito presente na imprensa, adora dar entrevistas, autor de algumas jogadas importantes.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

11) Jogador de qualidade, estrategista, excelente visão de jogo, sem grande brilho individual, obstinado, vence pela persistência.

  1. Ministro/a:
  2. Craque: 

 

NOTA EXPLICATIVA: Exercício inspirado em provas de Robert Cover, Professor de Yale, RIP. Obrigado a Diogo A. Rodriguez, Flávio Marques Prol e Carlos Eduardo Pereira Siqueira pelas sugestões). Aceito sugestões de aperfeiçoamento!

José Rodrigo Rodriguez - Professor da UNISINOS

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